No Brasil, empreender é um desafio significativo. Dados do IBGE revelam que cerca de 20% das empresas encerram suas atividades no primeiro ano de operação, e apenas 37,3% sobrevivem após cinco anos.
Grande parte dessas empresas não fecham por falta de demanda ou por um produto ruim, mas sim por erros comuns de novos empreendedores que poderiam ser evitados com um pouco mais de planejamento e conhecimento.
E a principal causa desse problema é o entusiasmo de começar rápido, o que faz com que algumas etapas críticas que garantem a estabilidade da empresa no longo prazo, sejam ignoradas e como resultado acabam, infelizmente, virando estatística.
Sabendo disso, neste artigo, vamos abordar sobre os principais erros de novos empreendedores e o que fazer para evitar.
Leia também: 5 Erros administrativos que afetam as finanças empresariais e como evitá-los
1. Informalidade
Iniciar as atividades sem registro formal, seja para reduzir custos ou por acreditar que a burocracia atrasa o início das operações, é um dos principais erros cometidos por novos empreendedores.
Sem um CNPJ, a empresa não pode emitir notas fiscais, não consegue abrir conta bancária empresarial e fica impedida de acessar linhas de crédito específicas para negócios.
Além disso, a falta de registro afasta clientes e fornecedores que exigem comprovação legal para firmar contratos.
Outro ponto crítico é o risco de penalidades e autuações fiscais. Atuar sem regularização, geralmente, resulta em multas e dificuldades futuras caso a empresa precise se formalizar às pressas.
A solução é simples: formalizar a empresa desde o início.
Dependendo do porte do negócio, o MEI (Microempreendedor Individual) é uma excelente opção, pois tem impostos reduzidos e um processo de abertura simplificado.
Já para empresas com uma projeção de faturamento maior ou que precisam de mais estrutura, a ME (Microempresa) e a EPP (Empresa de Pequeno Porte), enquadradas no Simples Nacional, são alternativas que permitem um crescimento sustentável e seguro.
2. Gestão financeira desorganizada
Um dos principais motivos que levam empresas a fechar as portas nos primeiros anos de operação é a falta de controle financeiro.
Seja por não separar as finanças pessoais das empresariais, não registrar entradas e saídas corretamente, não acompanhar o fluxo de caixa etc.
Toda essa negligência gera um descontrole financeiro e dificuldades para manter a empresa saudável.
Para evitar esse erro, é necessário implementar algumas práticas básicas de organização e uma rotina financeira bem estruturada, como por exemplo:
✔ Separar a conta pessoal da conta empresarial
✔ Registrar todas as movimentações (entradas e saídas)
✔ Acompanhar o fluxo de caixa diariamente
✔ Estabelecer um pró-labore fixo
✔ Planejar os pagamentos e recebimentos
3. Não investir em marketing
Sem estratégias de marketing, a empresa se torna invisível no mercado e depende exclusivamente de indicações ou da sorte para vender.
Na era digital, há diversas formas de divulgar um negócio com baixo custo, como redes sociais, marketing de conteúdo e anúncios segmentados.
Sendo assim, mesmo com um orçamento reduzido, é possível alcançar o público certo e gerar vendas de forma consistente.
4. Precificação intuitiva
Definir preços sem um critério sólido é um dos erros mais perigosos para novos empreendedores.
Muitos baseiam a precificação apenas no que a concorrência cobra ou, pior ainda, escolhem valores “de cabeça”, sem considerar todos os custos envolvidos. O resultado? Margens de lucro apertadas e prejuízos invisíveis.
Uma precificação correta precisa levar em conta:
- Custos diretos e indiretos (fixos e variáveis)
- Impostos
- Margem de lucro
Lembre-se de revisar periodicamente a precificação, fazer pesquisas de mercado, bem como entender a percepção de valor do cliente.
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5. Não delegar tarefas
No início, é comum que o empreendedor queira cuidar de tudo sozinho para economizar.
Porém, tentar assumir todas as funções da empresa sem delegar pode levar ao esgotamento, atrasos e até prejuízos.
Com o tempo, isso se torna insustentável e limita o crescimento do negócio.
Portanto, delegue tarefas, automatize processos repetitivos e terceirize serviços que necessitam de conhecimento especializado.
6. Falta de gerenciamento de estoque e de materiais
A ausência de um controle eficiente de estoque resulta em perda de vendas, desperdício e capital parado.
Empresas que dependem da venda de produtos correm o risco de não atender à demanda por falta de mercadoria ou sofrer prejuízos com itens encalhados e vencidos.
Por outro lado, no setor de serviços, a desorganização no uso de materiais gera atrasos e custos inesperados.
Para evitar esses problemas, é imprescindível acompanhar as entradas e saídas em tempo real, definir níveis mínimos e máximos de cada item, realizar inventários periódicos, bem como negociar prazos e quantidades com fornecedores, garantindo um abastecimento contínuo sem acúmulos desnecessários.
Leia também: 9 Lições de empreendedorismo com Flávio Augusto, Camila Farani e Caito Maia

Abra sua empresa com tudo em dia e pronta para operar: Escritório Dennis Nepomuceno
Ter um bom produto ou serviço não é suficiente para garantir o sucesso de um negócio.
Sem uma gestão administrativa e financeira eficiente, muitos empreendedores perdem o controle do fluxo de caixa, tomam decisões sem embasamento e acabam enfrentando dificuldades que poderiam ser evitadas.
A falta de planejamento e organização compromete o crescimento da empresa e, em muitos casos, leva ao seu fechamento precoce.
Para contornar esses problemas, contar com o suporte de um escritório de contabilidade especializado faz toda a diferença.
Além de garantir que a empresa esteja formalizada e em conformidade com as obrigações fiscais, um bom suporte contábil ajuda a estruturar a gestão financeira, definir estratégias tributárias mais vantajosas e manter um planejamento sustentável.
Com uma administração bem organizada, o empreendedor consegue focar no crescimento do negócio, tomar decisões estratégicas com mais segurança e evitar erros que comprometem a rentabilidade.
Em resumo, começar com tudo em dia não é apenas uma formalidade, mas um diferencial que pode determinar a longevidade da sua empresa.
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