Aprenda como abrir um MEI em poucos passos e formalize seu negócio de forma prática, rápida e sem complicações.
O Microempreendedor Individual (MEI) é uma das formas mais acessíveis e práticas de formalização para pequenos empreendedores no Brasil.
Com um limite de faturamento anual de até R$81.000,00, o MEI oferece vantagens como custos reduzidos de formalização, acesso a benefícios previdenciários e isenção de impostos federais como IRPJ, PIS, Cofins, IPI e CSLL.
Neste guia, falaremos sobre como abrir um MEI de forma simples e rápida, destacando quem pode aderir ao modelo, os documentos necessários e as etapas do processo.
Leia também: 5 Modelos de negócios para abrir com até 1000 reais
Quem pode ser MEI?
O Microempreendedor Individual (MEI) é destinado a pequenos empreendedores que desejam formalizar suas atividades de forma simplificada e com custos reduzidos.
No entanto, para se enquadrar como MEI, é necessário atender a alguns critérios específicos:
- Atividades Permitidas: O MEI é voltado para determinadas ocupações listadas na tabela oficial de CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas). Algumas atividades comuns incluem cabeleireiros, pintores, eletricistas, vendedores autônomos, entre outras.
- Faturamento Anual: O limite de faturamento para se manter como MEI é de R$81.000,00 por ano, o equivalente a uma média de R$6.750,00 por mês. Caso o faturamento ultrapasse esse limite, será necessário migrar para outro regime empresarial.
- Número de Empregados: O MEI pode contratar apenas um funcionário formalmente registrado, que deve receber no máximo um salário mínimo ou o piso da categoria.
- Restrições: Algumas categorias profissionais regulamentadas, como médicos, engenheiros, advogados, e outras, não podem ser MEI. Além disso, pessoas que são sócias ou titulares de outras empresas não podem aderir ao regime.
Como abrir um MEI na prática
1 – Acesse o site Portal do Empreendedor
Para iniciar, acesse o site oficial do Portal do Empreendedor (www.gov.br/mei).
Na página inicial, procure pela opção “Formalize-se”, localizada um pouco mais abaixo na tela. Clique sobre essa opção.
Em seguida, faça login utilizando sua conta gov.br.
2 – Identificação
Após acessar o sistema, você será direcionado a uma tela para preencher seus dados pessoais, como:
- Nome completo
- CPF
- Data de nascimento
- Endereço de e-mail
Certifique-se de que todas as informações estão corretas, pois elas serão utilizadas na criação do CNPJ e em futuras comunicações.
3 – Capital social
No campo de capital social, insira o valor inicial que planeja investir no negócio.
Não há um valor mínimo ou máximo obrigatório, mas recomenda-se um valor que cubra os custos de abertura e os primeiros meses de operação. Um valor comum varia entre R$0 e R$1.000,00, dependendo do tipo de negócio.
4 – Atividades (CNAE)
Nesta etapa, selecione:
- Ocupação principal: Representa a atividade principal da empresa (1 opção).
- Ocupações secundárias: Caso necessário, é possível incluir até 15 atividades secundárias relacionadas à operação do negócio.
Se a atividade que sua empresa irá exercer não estiver entre as opções listadas, significa que ela não é contemplada pelo modelo MEI.
Nesse caso, será necessário consultar um contador para avaliar a melhor alternativa de formalização para sua empresa.
5 – Endereço comercial
Informe o endereço onde a empresa irá atuar. Esse será o endereço comercial registrado no CNPJ.
Caso o local de trabalho seja o mesmo que o endereço residencial, basta marcar a opção “Endereço residencial igual ao endereço comercial”.
É importante destacar que o MEI não é obrigado a ter um endereço exclusivamente comercial, desde que a atividade não gere um alto volume de movimentação de pessoas e/ou manipulação de produtos químicos ou perigosos, que podem demandar autorizações específicas.
6 – Concluindo abertura
Por fim:
- Leia os termos de declaração
- Marque as caixas de aceite
- Clique em “Continuar” para verificar todos os dados
- E após revisar as informações, clique em “Confirmar” para concluir o processo
Pronto! Seu CNPJ será gerado automaticamente, e você já estará formalizado como MEI.

MEI ou Microempresa: Qual a melhor opção?
Ao iniciar um negócio, é comum surgir a dúvida: devo optar pelo MEI ou pela Microempresa (ME)? Ambas as modalidades têm características distintas que atendem a diferentes perfis de empreendedores, e a escolha ideal depende de fatores como faturamento, tipo de atividade e projeção de crescimento.
O Microempreendedor Individual (MEI) é ideal para quem está começando com um negócio de pequeno porte e prevê um faturamento anual de até R$81.000,00 (média de R$6.750,00 por mês).
Esse modelo simplificado é vantajoso por ter custos reduzidos, tributação fixa mensal, e menos burocracia, dispensando, por exemplo, a obrigatoriedade de um contador para acompanhar as obrigações fiscais.
No entanto, o MEI é limitado a um funcionário registrado e só pode atuar em atividades permitidas pelo governo, conforme a tabela oficial de CNAE.
Já a Microempresa (ME) é indicada para negócios que faturam entre R$81.000,01 e R$360.000,00 por ano, ou que não se enquadram nas atividades permitidas pelo MEI.
A ME oferece mais flexibilidade, permitindo a contratação de vários funcionários e o exercício de qualquer tipo de atividade comercial, industrial ou de prestação de serviços.
Embora tenha obrigações fiscais e contábeis mais complexas, a ME é ideal para empreendedores com maior volume de operações ou que já têm projeções de crescimento mais expressivas.
Em resumo, a escolha entre MEI e ME deve ser feita com base no seu modelo de negócio, considerando o faturamento atual e futuro, o número de funcionários e as atividades previstas.
Caso as dúvidas ainda persistam ou deseje um direcionamento especializado, entre em contato com o nosso escritório de contabilidade.
Estamos prontos para ajudar você a tomar a melhor decisão e iniciar seu negócio com segurança e eficiência.

