Tudo que você precisa saber para começar

A importação simplificada como o próprio nome diz, é uma forma simples de importar produtos para o Brasil.

Essa modalidade torna todo processo menos burocrático, não sendo necessário a habilitação do radar Siscomex e nem mesmo contratar um despachante aduaneiro.

Porém, toda essa simplicidade e desburocratização do serviço vem acompanhado de impostos que podem aumentar consideravelmente o valor da operação.

Com o objetivo de te ajudar a entender melhor como funciona a importação simplificada, elaboramos este artigo onde vamos responder as seguintes perguntas:

  • O que é importação simplificada?
  • Quais são os custos para essa operação?
  • Como fazer a importação simplificada?
  • Quais as principais diferenças entre a importação simplificada e a importação formal?
  • MEI pode fazer Importação simplificada?
  • Quais são os melhores produtos para importar?
  • 5 dicas para realizar a importação de forma assertiva

O que é importação simplificada?

A importação simplificada como já foi dito no início do texto, é uma modalidade de importação desenvolvida pela Receita Federal que tem como intuito desburocratizar e tornar a operação mais ágil e simples.

Dentro dessa modalidade de importação, não é necessário a contratação de um despachante aduaneiro e nem mesmo ter a habilitação do radar Siscomex.

Devemos ressaltar que para se enquadrar nessa modalidade o importador precisa respeitar o valor máximo permitido para a carga, de $ 3000 dólares.

Esse valor não corresponde somente aos produtos, mas sim: o valor total do produto junto ao frete e seguro.

Por exemplo:

Imagine que uma certa empresa efetuou uma compra de $ 2500 dólares e o frete + seguro da mercadoria ficou por volta de $ 600 dólares. Ou seja, totalizando $ 3100 dólares.

Nesse caso, ao chegar, sua mercadoria será descaracterizada e enquadrada como importação formal, se tornando necessário a tomada de novos procedimentos para liberação da carga.

Quais são os custos para essa operação?

A importação simplificada pode ser uma ótima opção para quem está iniciando, porém é importante que faça os cálculos de forma detalhada para analisar se a operação será lucrativa.

Para essa modalidade é feito um conjunto de taxas em uma única cobrança fixa de 60% em cima do valor total, o RTS (Regime de Tributação Simplificada).

Mas não para por aí.

As importações enquadradas no Regime de tributação simplificada estão sujeitas ao Imposto de Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) que pode variar de acordo com a localidade do destinatário.

É importante lembrar que para o pagamento do ICMS em mercadorias que serão comercializadas é necessário que você tenha além do CNPJ, a inscrição estadual.

Para isso, consulte um contador experiente que possa te orientar.

Além dos impostos citados acima, os Correios ou as empresas privadas de entrega expressa cobram também uma taxa para despacho alfandegário.

E os valores podem variar de acordo com a empresa contratada e os detalhes da carga.

Por mais que seja um tipo de importação simplificada é essencial que entenda como tudo funciona e quais são suas obrigações para evitar que ocorram problemas que dificultem a chegada da mercadoria.